# Mesa de impressão 3D: PEI texturizada, PEI lisa, vidro ou placa de engenharia — a texturizada serve para quase tudo, a lisa só dispensa cola com PLA, e o PETG pode arrancar pedaço da placa errada

> Mesa de impressão 3D: PEI texturizada, PEI lisa, vidro ou placa de engenharia? Tabela de placa por filamento, quando usar cola, como limpar e preço no Brasil.

- Veículo: FilamentoNews (https://filamentonews.com.br/)
- URL canônica: https://filamentonews.com.br/artigos/mesa-impressao-3d-pei-texturizada-lisa-qual-usar/
- Editoria: Guias
- Autor: FilamentoNews
- Publicado: 14 out 2026, 16h50 (America/Sao_Paulo) — 2026-10-14T19:50:00.000Z
- Foto de abertura: https://filamentonews.com.br/img/artigos/mesa-impressao-3d-pei-texturizada-lisa-qual-usar.webp — Chapa de aço flexível com revestimento de PEI texturizado em pó, de superfície granulada cinza-escura, com a inscrição Textured Powder-Coated Sheet e a marca Original Prusa impressas em branco (crédito: Divulgação / Prusa Research)
- Termos: PEI texturizado, PEI liso, mesa de impressão 3D
- Idioma: pt-BR

Na mesa de impressão 3D, a placa de PEI texturizada é a escolha segura para quase tudo: imprime PLA, PETG e TPU sem cola e, com uma camada de cola, aguenta ABS, ASA e nylon. A PEI lisa dá a base mais lisa e segura melhor peça pequena, mas a Bambu Lab só a libera sem cola para PLA; a placa de engenharia pede cola com qualquer filamento; e o vidro nem aparece entre as placas atuais da Prusa e da Bambu. Placa errada não é só questão de acabamento. É a diferença entre a peça que solta sozinha quando esfria e a que sai levando um pedaço da superfície junto. E o PETG é o filamento que a Prusa mais cita nesse estrago.

## Os tipos de mesa de impressão 3D: o que muda em cada placa

As placas atuais da Prusa, da Bambu e da Creality são chapas de aço-mola presas por ímã à base aquecida. A chapa flexiona, e é isso que faz a peça pular quando você a entorta. O que muda de uma placa para outra é o revestimento.

### PEI texturizada: a placa que vem na caixa

É um pó de PEI aplicado sobre a chapa de aço — a Prusa descreve o revestimento como um polímero especial, o Ultem. É a placa padrão das impressoras da Bambu, e a Prusa conta que a usa há anos na própria fazenda de impressão. Tem duas virtudes: segura bem os filamentos que grudam demais, e a peça descola sozinha quando a chapa esfria — a Bambu recomenda esperar a mesa chegar a 35 °C ou menos. O preço é a textura granulada que fica na base da peça e um revestimento que risca: a Prusa proíbe espátula de metal nessa placa e diz que peça pequena de PLA pode precisar de brim.

### PEI lisa: base espelhada e peça pequena colada

É uma película de PEI colada sobre o aço — a Bambu usa adesivo 3M resistente ao calor e chapa de 0,5 mm. Segundo a Prusa, peça com pouca área de contato ou com canto vivo solta menos na lisa, que também aguenta espátula de metal (pode ficar com riscos só estéticos). É a melhor placa para PLA, mas é exatamente a que a Prusa diz que adere tanto ao TPU e ao PETG que a peça pode danificar a chapa ao sair. A Bambu é mais restritiva: na Smooth PEI dela, "só o PLA não exige cola"; para qualquer outro filamento, a cola entra para evitar que a película rasgue.

### Satin, a placa do meio da Prusa

A Prusa vende uma terceira opção, a Satin, com textura fina e fosca que fica entre a lisa e a texturizada. A fabricante a recomenda para PLA e PETG e diz que ela aceita também ABS, ASA, PC e flexíveis — com ressalvas: TPU pede cola, e ASA e PC Blend grudam menos nela do que na lisa.

### Placa de engenharia: cola sempre, com qualquer filamento

A Engineering Plate da Bambu tem um revestimento reforçado, pensado para ABS, ASA, PC e nylon, e deixa a base quase brilhante. A regra da fabricante é simples: aplicar cola antes de imprimir qualquer filamento. Em troca, a Bambu diz que ela é compatível com toda a sua linha de filamentos e a apresenta como a placa para quando você não sabe qual usar.

### Cool Plate SuperTack: só PLA e PETG, e mesa morna

A SuperTack, também da Bambu, tem um revestimento que segura o PLA com a mesa a 40 °C e, na segunda geração da placa, o PETG a 55–60 °C, sem cola. A fabricante a chama de placa para iniciante e diz que ela perdeu menos de 20% da adesão depois de 300 impressões, num teste com PLA Basic na A1. A restrição é dura: o aviso da Bambu é que ela foi feita só para PLA e PETG, e "outros materiais podem danificar o revestimento". O revestimento também é mais macio que o da texturizada e risca com a espátula.

### Mesa de vidro: plana, mas lasca

O vidro — borossilicato ou temperado, como os que a Creality oferece — é perfeitamente plano e não empena com o uso. Mas não flexiona, então a peça sai na espátula, e a própria Creality avisa que ele pode lascar na remoção. A Prusa lembra que PLA imprime bem em vidro, mas que ASA pode exigir uma camada de acetona com ABS dissolvido para grudar nele. Para quem tem uma máquina antiga de vidro, a alternativa é a chapa de aço com PEI, que a própria Creality vende.

## Tabela: qual placa usar para cada filamento

A tabela cruza a compatibilidade da wiki da Bambu (placa por filamento e faixa de mesa) com as páginas de cada chapa da Prusa. "Com cola" significa cola como camada separadora, para proteger a placa ou ajudar a soltar a peça.

| Filamento | PEI texturizada | PEI lisa | Placa de engenharia | SuperTack | Mesa (Bambu, PEI) |
|---|---|---|---|---|---|
| PLA | sim, sem cola (peça pequena pode pedir brim) | sim, sem cola — a melhor para peça pequena | com cola | sim, sem cola | 45–65 °C |
| PETG | sim, sem cola — a recomendada | só com cola | com cola | sim, sem cola | 60–80 °C |
| ABS / ASA | com cola | com cola | com cola — feita para eles | não | 90–100 °C |
| TPU | sim, sem cola | com cola | com cola | não | 35–45 °C |
| PA (nylon) | com cola | com cola | com cola — feita para ele | não | 100–120 °C |

Duas observações. A Prusa trabalha com mesas mais quentes que as da Bambu — 85 °C na primeira camada de PETG e 110 °C para nylon, por exemplo —, e a faixa impressa no rolo do seu filamento tem a palavra final. E o nylon é o caso mais difícil: a Prusa diz que a adesão das poliamidas às placas comuns de PEI é "geralmente muito ruim" e vende uma chapa específica para PA, que dispensa cola mas não pode levar álcool. Se a peça está soltando pela borda no meio da impressão, o problema costuma ser contração do material, e o guia de warping tem as correções na ordem certa.

## PETG gruda demais em PEI liso: use cola como separador

Esse é o erro mais caro da lista. A página de PETG da Prusa é taxativa: "não imprima na placa de PEI liso, a adesão pode ser forte demais". Se mesmo assim for usar a lisa, passe cola bastão antes. A Prusa ainda faz dois alertas específicos: PETG sobre PEI liso recém-limpo com álcool isopropílico gruda "muito forte" e pode ser "extremamente difícil" de tirar; e acetona não deve ser usada antes de imprimir PETG.

A cola, nesse caso, não está ali para segurar a peça, e sim para separar o plástico do PEI. A mesma lógica vale na texturizada: a Bambu diz que ela dispensa cola, mas que o PETG pode grudar tanto que fica difícil tirar a peça — e aí a cola entra para reduzir a adesão. Quem imprime muito PETG tem duas saídas sem cola: a texturizada e, na Bambu, a SuperTack.

## Quando usar cola na mesa de impressão 3D

Pela base de conhecimento da Prusa, a cola não é necessária para PLA, mas é recomendável para nylon, PETG, PC, materiais à base de PET, ABS, ASA e flexíveis. As duas fabricantes divergem sobre qual cola usar:

- **A Prusa** diz que não precisa de cola especial para impressão 3D: uma cola bastão comum, à base de PVA, resolve, e sai com água e detergente. Outros tipos de cola não servem de substituto, e supercola, nunca.
- **A Bambu** desaconselha "fortemente" cola de terceiros nas placas dela, que pode danificar a superfície, e vende duas: a cola bastão, indicada para PC, nylon e compostos com fibra, e a cola líquida, para PLA, ABS, PETG e TPU.

Sobre a cola líquida, a Bambu dá números úteis: ela seca em cerca de 1 hora em temperatura ambiente, em cerca de 2 minutos com a mesa a 70 °C e em 45 segundos a 90 °C, então o próprio aquecimento da mesa basta. Camada grossa segura mais que camada fina, e quatro demãos dão a adesão máxima; passar disso piora. Se a base da peça sair com mancha branca, é resíduo de cola: sai com álcool. Na placa, a cola bastão sai com água e sabão, e, se estiver seca, a Bambu manda deixar a placa de molho por uns 30 segundos antes de lavar.

## Como limpar a mesa de impressão 3D: álcool, detergente e acetona

Gordura é a inimiga, e as duas fabricantes concordam no essencial: não encostar o dedo na área de impressão, segurar a placa pelas bordas e não usar nada feito para a pele, que pode ter óleo ou hidratante. O teste da Bambu para saber se a placa está limpa é jogar água nela: se a água se junta em gotas, ainda tem gordura; se escorre formando uma película fina, está limpa.

Na hora de escolher o produto, elas divergem — e cada uma fala da própria placa.

| Placa | Limpeza de rotina | Quando a adesão cai | Acetona |
|---|---|---|---|
| PEI lisa (Prusa) | álcool isopropílico ~90%, com a placa fria | algumas gotas de detergente em água morna, não quente | pode, no máximo 1 a 2 vezes por mês |
| PEI texturizada (Prusa) | álcool isopropílico ~90% | detergente, como último recurso: a placa "não é à prova d'água" | nunca |
| Satin (Prusa) | álcool isopropílico ~90% | detergente; não deixar a placa molhada | nunca |
| PEI texturizada (Bambu) | detergente sem óleo ou hidratante, esponja, enxágue e papel-toalha | lixa fina ou palha de aço, removendo o pó depois | nunca |
| Engenharia e SuperTack (Bambu) | detergente e água, ou álcool | — | nunca |

A Bambu prefere o detergente na texturizada porque, segundo ela, o álcool "pode só espalhar a gordura" pela superfície granulada, enquanto a esponja leva o detergente para dentro da textura. A Prusa trata o álcool 90% como o melhor desengordurante e guarda o detergente para quando a adesão cai mesmo com álcool, porque ele dissolve óleos e açúcares que o álcool não tira. O ponto comum é que o detergente remove o que o álcool deixa — o mesmo conselho do nosso guia de primeira camada. A acetona é o caso extremo: só na PEI lisa, de vez em quando, porque o uso prolongado deixa o PEI quebradiço, diz a Prusa. Acetona também aparece escondida em removedor de esmalte e em limpador de freio.

### O que muda no Brasil: álcool de farmácia, calor e umidade

A Prusa pede álcool isopropílico em torno de 90% e avisa que soluções mais fracas podem ter aditivos inadequados. Aqui, o álcool em gel está fora: é produto para a pele, exatamente o que as duas fabricantes mandam evitar. E o álcool 70% líquido de farmácia não é o que a Prusa pede — a recomendação dela é isopropílico perto de 90% ou, como alternativa, álcool desnaturado.

O clima pesa de dois jeitos. Primeiro, na limpeza: a Prusa diz que a Satin tem camada anticorrosão, mas não deve ficar molhada, e que a texturizada não é à prova d'água. Com ar úmido, seque a placa na hora, com papel-toalha. Segundo, no calor: a Bambu observa que suor e oleosidade da mão passam para a placa na hora de tirar a peça, e que, com o ambiente quente, a câmara de uma impressora fechada esquenta mais — por isso recomenda abrir a porta ou tirar a tampa ao imprimir PLA com a mesa acima de 45 °C e PETG com a mesa acima de 70 °C. No verão brasileiro, essa recomendação vale quase sempre. E, se a primeira camada falha mesmo com a placa limpa, o suspeito seguinte é o filamento úmido.

## Placa de reposição no Brasil: quanto custa

A placa é peça de consumo: a Prusa avisa que a garantia não cobre desgaste do revestimento, e a Bambu, que a placa original de 256 mm tem duas gerações — a P2S e a X2D só reconhecem sozinhas, pelo QR code, as de segunda geração. Preços lidos em 11 de outubro de 2026 nas lojas oficiais:

| Placa | Loja | Preço | Situação em 11/10 |
|---|---|---|---|
| Bambu Lab PEI texturizada Gold 256 mm (X1, P1, A1) | ARTBOX3D | R$ 584,89 (R$ 526,40 com o desconto de pagamento da loja) | esgotada |
| Bambu Lab PEI texturizada, A1 mini | ARTBOX3D | R$ 330,00 | em estoque |
| Bambu Lab Smooth PEI, A1 mini | ARTBOX3D | R$ 358,89 | em estoque |
| Multfila PEI texturizada compatível 256 mm (A1, X1, P1), marca de terceiro | ARTBOX3D | R$ 149,00 | em estoque |
| Creality PEI lisa 235 mm (K1C) | Creality Brasil | R$ 218,00 | esgotada |
| Creality PEI fosca dupla face 310 × 325 mm (K2 Pro) | Creality Brasil | R$ 132,22 | esgotada |
| Creality placa de baixa temperatura 280 × 265 mm (Hi) | Creality Brasil | R$ 81,00 | disponível |

A diferença entre a placa original da Bambu de 256 mm e a compatível de terceiro, na mesma loja, passa de R$ 400. A placa de terceiro não está coberta pela documentação da Bambu, e não a testamos. Na placa de baixa temperatura da Creality, a loja indica mesa de 30 a 45 °C para PLA e TPU e de 50 a 70 °C para PETG e ABS. Trocou de placa? Nas impressoras Prusa sem célula de carga, a fabricante lembra que cada chapa tem espessura diferente e pede refazer o Z-offset.

## Perguntas frequentes sobre mesa de impressão 3D

### Qual a melhor mesa para quem está começando?

A PEI texturizada: é a que vem com as impressoras da Bambu, segura PLA, PETG e TPU sem cola e solta a peça quando esfria. Quem imprime só PLA e PETG numa Bambu tem a SuperTack, que a fabricante chama de placa para iniciante. A PEI lisa fica para quem quer base espelhada em PLA.

### A placa perdeu aderência: dá para recuperar?

Na maioria dos casos, sim. Primeiro, lave com detergente e água morna e seque bem. Na PEI lisa, a Prusa diz que o PEI perde adesão depois de algumas centenas de horas e que uma passada de acetona, uma vez por mês, recupera; depois de um a dois anos, uma lixa fina (grão 600 a 1000) traz PEI novo à superfície. Na texturizada da Bambu, a fabricante indica lixa fina ou palha de aço, com limpeza do pó depois. Se nada disso resolver, o problema pode estar na calibração, e o caminho é o guia de primeira camada.

### Posso tirar a peça com a mesa quente?

Não deve. A Bambu recomenda esperar a mesa chegar a 35 °C ou menos, a Creality fala em menos de 30 °C para a PEI dela, e a Prusa manda esperar a temperatura ambiente. Depois, tire a chapa e flexione. Se a peça resistir, a Bambu sugere pingar álcool na junção entre peça e placa antes de usar a espátula. Na SuperTack, outra opção é reaquecer a placa a cerca de 50 °C e tentar de novo.

*Nota de apuração: a descrição de cada placa, a compatibilidade com cada filamento, as regras de cola e os métodos de limpeza vêm das páginas da base de conhecimento da Prusa Research (chapas lisa, texturizada, Satin e PA, guia de chapas, problemas de primeira camada e páginas de PETG, ABS, ASA, flexíveis, nylon e PLA) e da wiki da Bambu Lab (placas, guia de filamentos com a tabela de placa por filamento, uso da cola e guia de limpeza da PEI texturizada), lidas por esta redação em 11/10/2026; as informações sobre a mesa de vidro e o limite de 30 °C para remoção são do blog oficial da Creality. Onde as duas fabricantes divergem — álcool ou detergente na texturizada, cola comum ou cola da marca —, o texto registra as duas posições. Os preços foram lidos em 11/10/2026 nas lojas oficiais ARTBOX3D (revenda da Bambu Lab) e Creality Brasil e mudam sem aviso. Não testamos as placas, as colas nem a placa compatível de terceiro. A foto é de divulgação da Prusa Research. Não há link comissionado nesta matéria.*

## Fontes

- https://help.prusa3d.com/article/flexible-steel-sheets-guidepost_2195
- https://help.prusa3d.com/article/textured-steel-sheet_196534
- https://help.prusa3d.com/article/smooth-steel-sheet_196550
- https://help.prusa3d.com/article/satin-steel-sheet_196526
- https://help.prusa3d.com/article/first-layer-issues_1804
- https://help.prusa3d.com/article/petg_2059
- https://wiki.bambulab.com/en/filament-acc/acc/plates
- https://wiki.bambulab.com/en/general/filament-guide-material-table
- https://wiki.bambulab.com/en/general/how-to-use-bbl-liquid-glue
- https://wiki.bambulab.com/en/filament-acc/acc/pei-plate-clean-guide
- https://creality3dofficial.com/blogs/unboxing-product-comparison/creality-build-plate
