# O SUS decidiu imprimir dentadura em 3D: laboratório que trocar o molde por scanner e impressora ganha 30% a mais de custeio — e Diadema já zera fila de 6.600 pacientes assim

> Prótese dentária digital no SUS: Ministério da Saúde pactuou scanner e impressora 3D nos 3 mil laboratórios regionais, com 30% a mais de custeio. Diadema já faz.

- Veículo: FilamentoNews (https://filamentonews.com.br/)
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- Editoria: Notícias
- Autor: FilamentoNews
- Publicado: 05 set 2026, 10h50 (America/Sao_Paulo) — 2026-09-05T13:50:00.000Z
- Foto de abertura: https://filamentonews.com.br/img/artigos/sus-protese-dentaria-digital-impressora-3d-laboratorios-regionais.webp — Reunião da Comissão Intergestores Tripartite em Porto Alegre: um homem de terno fala ao microfone em primeiro plano, desfocado, e ao fundo um telão mostra os componentes da Rede de Atenção à Saúde Bucal (crédito: Taysa Barros / Ministério da Saúde)
- Termos: prótese dentária digital no SUS, Laboratório Regional de Prótese Dentária, Sorriso Novo
- Idioma: pt-BR

**A prótese dentária do SUS vai ser digital: o Ministério da Saúde pactuou na Comissão Intergestores Tripartite (CIT) que os cerca de 3 mil Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPDs) do país podem incorporar scanner intraoral, impressora 3D e software — e quem adotar o fluxo digital recebe 30% a mais de custeio mensal, com seis códigos novos de procedimento criados para isso.** A decisão saiu em Porto Alegre, em 15 de julho, e depende de portarias no Diário Oficial para valer em cada laboratório. Enquanto isso, cidades que se adiantaram já mostram o efeito: Diadema (SP) lançou em março o programa Sorriso Novo para **zerar uma fila de 6.600 pessoas** esperando prótese, com escaneamento e impressão 3D, e começou a entregar em maio.

O SUS distribui **1,2 milhão de próteses por ano**. Cada uma delas, hoje, nasce de um molde de alginato na boca do paciente, viaja para um laboratório, volta para prova, volta para ajuste. É essa cadeia que a impressora encurta — e é por isso que o assunto interessa a quem imprime: é o maior cliente de impressão 3D que o Brasil pode vir a ter.

## O que o SUS pactuou

Segundo o Ministério, a atualização da Rede de Atenção à Saúde Bucal cobre uma estrutura de 34,5 mil equipes de saúde bucal na atenção primária, 1.200 Centros de Especialidades Odontológicas, 278 serviços de especialidade, 1.100 unidades odontológicas móveis e os 3 mil LRPDs. A novidade concreta é a autorização para que os laboratórios "incorporem scanner intraoral, impressoras 3D e softwares", com:

- **+30% de custeio mensal** para o laboratório que trabalhar no fluxo digital;
- **seis novos códigos de procedimento** na tabela do SUS, específicos do processo digital;
- recursos adicionais para atender comunidades tradicionais e população em situação de rua.

"Essas mudanças refletem evidências científicas colhidas junto à população", disse a secretária de Atenção Primária, Ana Luiza Caldas, no comunicado. O que o Ministério **não** informou: quanto vai investir em equipamento, quantos laboratórios já operam digital e o prazo das portarias.

## Como funciona onde já funciona: Diadema

Diadema não esperou. O programa **Sorriso Novo**, lançado em março com convênio do governo paulista de R$ 2 milhões por mês durante um ano, trocou o molde pelo scanner intraoral e o laboratório externo pela impressão 3D. Segundo a prefeitura, o tempo entre a consulta e a prótese, que "levava meses", cai para dias; são nove consultórios operando de segunda a sexta, e as primeiras próteses foram entregues em maio, com meta de zerar a fila de 6.600 pacientes até dezembro de 2026.

É o mesmo princípio dos odontomóveis com impressora que mostramos em agosto — a diferença é a escala: lá, uma van; aqui, a rede inteira.

## O que muda para quem imprime

Prótese dentária impressa não sai de uma máquina de filamento: é **resina odontológica, em impressora de resina (MSLA/DLP) certificada**, com pós-cura e registro na Anvisa. Mas a decisão do SUS cria demanda por três coisas que o mercado brasileiro de impressão 3D já vende: impressoras de resina de bancada, resinas biocompatíveis nacionais e gente que saiba operar e manter o fluxo. Três mil laboratórios com 30% a mais de custeio para digitalizar é o tipo de mercado que aparece uma vez.

O que ainda não se sabe: o Ministério não divulgou lista de equipamentos homologados nem edital de compra, e a economia por prótese só existe como relato municipal, sem estudo publicado.

*Nota de apuração: a pactuação, os números da rede, os 30%, os seis códigos, a citação e a data vêm do comunicado oficial do Ministério da Saúde de 15/7/2026, lido integralmente; a estrutura, prazos e valores do Sorriso Novo vêm da cobertura local de Diadema (Tribuna do ABCD e Repórter Diário, março e maio de 2026), com base em informações da prefeitura. Não localizamos a apresentação em Sergipe noticiada em 4/9 e por isso ela não está aqui. A observação sobre resina, certificação e Anvisa é contextualização técnica desta redação. A foto é do Ministério da Saúde (crédito Taysa Barros), da reunião da CIT.*

## Fontes

- https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-ms/2026/julho/proteses-dentarias-digitais-e-rede-de-atencao-a-saude-bucal-sao-pactuadas-na-cit-em-porto-alegre
- https://www.tabcd.com.br/noticia/diadema-lanca-programa-sorriso-novo-e-usara-impressao-3d-para-zerar-fila-de-proteses-dentarias
- https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3831433/
