# A UFMG imprimiu em 3D uma ressonância e uma tomografia de brinquedo — com Homem-Aranha e Hello Kitty — para explicar o exame à criança antes dele acontecer

> A UFMG imprimiu em 3D maquetes de ressonância e tomografia com bonecos para preparar crianças antes do exame no Hospital das Clínicas. Veja como funciona.

- Veículo: FilamentoNews (https://filamentonews.com.br/)
- URL canônica: https://filamentonews.com.br/artigos/ufmg-maquete-ressonancia-tomografia-crianca/
- Editoria: Notícias
- Autor: FilamentoNews
- Publicado: 31 ago 2026, 13h00 (America/Sao_Paulo) — 2026-08-31T16:00:00.000Z
- Foto de abertura: https://filamentonews.com.br/img/artigos/ufmg-maquete-ressonancia-tomografia-crianca.webp — Maquetes impressas em 3D de um aparelho de ressonância magnética e de um tomógrafo, com bonecos posicionados na maca, produzidas pela Faculdade de Medicina da UFMG (crédito: Divulgação / Faculdade de Medicina da UFMG)
- Termos: impressão 3D na saúde, modelo anatômico impresso, impressão 3D na educação
- Idioma: pt-BR

**Uma criança que vai fazer ressonância magnética entra numa sala fria, é deitada numa maca estreita e empurrada para dentro de um tubo barulhento onde precisa ficar imóvel por vários minutos. A Faculdade de Medicina da UFMG resolveu esse problema com filamento: imprimiu em 3D uma maquete do aparelho, outra do tomógrafo, e pôs Homem-Aranha, Olaf, Roblox e Hello Kitty para fazer o exame primeiro.** Os modelos foram entregues no dia 27 de agosto e estão em uso na Unidade de Diagnóstico por Imagem do Hospital das Clínicas da UFMG.

## Como funciona

A ideia é simples e é exatamente por isso que funciona: a criança conhece o equipamento em miniatura, na mão, antes de ver o de verdade. Ela põe o boneco na maca, empurra para dentro do tubo, entende que aquilo não machuca e que o barulho faz parte. Quando chega a hora do exame de verdade, o ambiente já não é desconhecido.

Nas palavras da própria universidade, o objetivo dos protótipos é **reduzir o medo e a ansiedade do ambiente desconhecido**, com a expectativa de **ter menos desistências e facilitar todo o processo**.

São dois equipamentos reproduzidos — **ressonância magnética e tomografia computadorizada** —, cada um acompanhado dos bonecos que servem de paciente-cobaia. A escolha dos personagens não é decoração: é o que faz uma criança de cinco anos querer chegar perto da máquina em vez de recuar dela.

## Quem fez

O trabalho é da professora **Críssia Fontainha**, do Departamento de Anatomia e Imagem da Faculdade de Medicina, pelos projetos **Aproxima Radio-UFMG** e **LAPIAS-RADIO**, dentro do Laboratório de Prototipagem e Modelagem 3D para Aplicação na Área da Saúde — o LAPIAS, ligado ao Labsim da faculdade.

E aqui vem o detalhe que fala direto com quem lê este site: **a modelagem contou com estudantes de Iniciação Científica Júnior do CEFET-MG.** Ou seja, aluno de ensino médio modelando peça que foi parar num hospital universitário do SUS. Não é maquete de feira de ciências guardada numa gaveta — é equipamento em uso na fila de exame.

## Por que isso importa mais do que parece

Quase toda notícia de impressão 3D na medicina fala de implante sob medida, prótese ou guia cirúrgico — coisas caras, que exigem material certificado e máquina de outro patamar. Este caso é o oposto, e é justamente aí que está o valor: **o insumo é filamento comum e uma impressora de bancada.**

O custo de reproduzir isso em outro hospital é baixo o suficiente para caber em qualquer serviço que já tenha uma impressora — e a maior parte das faculdades de medicina do país já tem. É o tipo de projeto que se copia, e vale ser copiado.

## O que ainda não se sabe

Sendo honesto com o leitor sobre os limites da informação disponível: a publicação da UFMG **não informa** quantas crianças já foram preparadas com os modelos, **não traz** nenhum indicador de queda em desistência ou repetição de exame, e **não diz** qual impressora, qual material ou quanto custou.

Também vale ser preciso sobre o que a universidade **não** afirmou: em nenhum momento o texto fala em sedação ou anestesia. Preparar a criança e evitar sedação são coisas diferentes, e só a segunda seria um desfecho clínico — que exigiria estudo, não maquete. O que está declarado é o que reproduzimos acima: menos medo, menos ansiedade, menos desistência.

**Procuramos a professora Críssia Fontainha** para fechar esses números e detalhar o processo de fabricação. Quando houver retorno, esta matéria é atualizada.

*Nota de apuração: todas as informações são da publicação oficial da Faculdade de Medicina da UFMG, de 28/08/2026, lida integralmente por esta redação — nomes de projeto, laboratório, personagens, equipamentos reproduzidos e a data de entrega dos modelos vêm de lá. As duas frases entre destaque sobre o objetivo dos protótipos são da própria universidade. Nenhum número de atendimento, redução de sedação, repetição de exame, custo, impressora ou material foi divulgado, e por isso nenhum aparece aqui, nem estimado. Esta redação não visitou o serviço nem testou os modelos. A comparação de custo com implantes e guias cirúrgicos é contextualização nossa, não afirmação da UFMG.*

## Fontes

- https://www.medicina.ufmg.br/modelos-3d-produzidos-pela-faculdade-de-medicina-da-ufmg-ajudam-a-preparar-criancas-para-exames-de-imagem/
