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Bambu Lab S1: a fabricante que simplificou a impressora 3D anuncia seu primeiro scanner — de mão, com Wi-Fi, prometido para novembro e ainda sem preço nem data no Brasil

Bambu Lab S1 é o primeiro scanner 3D da marca: portátil, com Wi-Fi e prometido para novembro, sem preço. O que se sabe e quanto custa um scanner no Brasil.

Scanner 3D Bambu Lab S1 em imagem de divulgação: aparelho preto com cabo em forma de pistola, janela frontal com lentes e uma roda de ajuste na lateral do cabo, contra fundo azul
Foto: Divulgação / Bambu Lab

O Bambu Lab S1 é o primeiro scanner 3D da Bambu Lab: um aparelho de mão, com cabo em forma de pistola, que a fabricante promete para novembro de 2026 — sem preço, sem ficha técnica e, na página brasileira, sem nem o mês. A marca que fez a impressora 3D funcionar tirada da caixa quer agora vender o caminho inverso, o que leva do objeto real ao arquivo que vai para a mesa.

O que a Bambu Lab confirmou sobre o S1

Pouco. A página do produto entrou no ar em 12 de outubro, uma segunda-feira, e quando a conferimos, no domingo, 18, trazia o nome, uma imagem que mostra só metade do aparelho, o slogan “Easy in Hand. Pro in Every Scan.” — “Fácil na mão. Profissional em cada escaneamento”, na versão em português — e um campo para deixar o e-mail. A descrição da página americana chama o S1 de “nosso primeiro scanner 3D” e promete “precisão de escaneamento de nível profissional” com “a mesma facilidade de uso” das impressoras da marca.

O que se sabeDe onde vem
Formatoportátil, com cabo de pistola e uma roda na lateral do caboimagem de divulgação da Bambu
Lançamentonovembro de 2026 (página dos EUA); “em breve” (página do Brasil)bambulab.com, lido em 18/10
ConexãoWi-Fi na faixa de 5 GHzregistro na FCC, de 22/9
Alimentaçãoentrada nominal de 60 W, sem indicação de bateriaetiqueta da FCC, segundo o fórum da Bambu e o Tom’s Hardware
Tecnologia de escaneamentonão divulgada—
Precisãonão divulgada—
Preçonão divulgado—
Software e integração com Bambu Studio ou MakerWorldnão divulgados—

O que o registro na FCC revela

Antes do anúncio, o aparelho já tinha passado pela FCC, a agência americana que certifica equipamentos de rádio. O registro 2A6J8-DS001, em nome da Shenzhen Tuozhu Technology — a razão social da Bambu —, foi pedido em 22 de setembro com o nome “Bambu Lab S1”. Os relatórios anexados são de testes de Wi-Fi de 5 GHz (de 5.745 a 5.825 MHz) e de SAR, a medição de exposição a radiofrequência exigida de aparelhos usados junto ao corpo. O manual do usuário está sob sigilo até 21 de março de 2027.

Foi um usuário do fórum oficial da Bambu quem achou o registro, no mesmo dia 22, e publicou a etiqueta com a inscrição “3D Scanner” e a potência de 60 W. O Tom’s Hardware observou que a etiqueta não sugere bateria — o que pode significar um scanner ligado a uma tomada ou a um computador, e não um aparelho autônomo. O Wi-Fi, por outro lado, conversa com o diagnóstico que a própria Bambu fez do mercado: segundo o 3DPrint.com, a empresa citou “conexões sem fio instáveis” e “curvas de aprendizado íngremes” como os obstáculos que tornam o escaneamento 3D difícil para o usuário comum.

Quem fabrica: o acordo com a SCANTECH

A Bambu não diz quem faz o S1, mas há uma pista pública. Em janeiro de 2026, a SCANTECH — fabricante chinesa de scanners industriais, de Hangzhou, listada na bolsa de tecnologia de Xangai e dona da marca 3DeVOK — anunciou um acordo-quadro com a Shenzhen Tuozhu para projetar e desenvolver em conjunto scanners 3D de consumo. Pelo acordo, relatado pelo jornal 21st Century Business Herald e pelo Science and Technology Innovation Board Daily, a SCANTECH produz e vende os aparelhos para a Bambu, que cuida da distribuição pelos seus canais no mundo. O valor não foi divulgado.

Nenhuma das duas empresas disse que o S1 é o produto desse acordo; a ligação é dedução da imprensa. O Tom’s Hardware notou que um scanner da 3DeVOK, o MT Gen2, tem a mesma entrada nominal de 60 W — e custa US$ 8.299, preço que dificilmente caberia na estratégia de uma marca de consumo. Potência igual não prova plataforma igual.

Para que serve um scanner 3D a quem tem impressora

O scanner faz o trajeto oposto ao da impressora: lê a forma de um objeto real e gera um modelo digital. Para quem imprime em casa, isso serve para copiar uma peça quebrada que não se acha mais à venda, desenhar um suporte que encaixe num objeto de formato irregular ou adaptar algo ao corpo de uma pessoa. Segundo o 3DPrint.com, a Bambu cita exemplos assim: escanear carros para envelopamento, colecionáveis para restauração, peças de acervo cultural e partes do corpo para roupa, calçado e tecnologia assistiva.

Duas ressalvas. A primeira é que o escaneamento entrega uma malha, não um projeto editável: o 21st Century Business Herald lembra que os dados podem precisar de alinhamento, limpeza e preenchimento de buracos, e que superfícies transparentes ou muito brilhantes ainda pedem spray de cobertura. A segunda, apontada pelo mesmo jornal, é que peça que precisa encaixar em outra pode exigir que o modelo seja reconstruído como projeto editável no CAD — a malha vira referência, não arquivo final.

A aposta da Bambu está justamente em encurtar esse caminho — e ela tem um ecossistema para isso. O MakerWorld desligou em 20 de setembro o AI Scanner, que gerava modelo a partir de foto, e o S1 já aparece como prêmio do concurso Make for Good, de tecnologia assistiva, organizado pela Bambu no MakerWorld com entidades como a MakeGood; as inscrições vão até 15 de novembro, um domingo. Integração direta com o Bambu Studio ou com o MakerWorld, porém, a empresa ainda não anunciou.

Quanto custa um scanner 3D no Brasil hoje

O S1 não aparece nas revendas oficiais da Bambu no Brasil: em 18 de outubro, a busca por “S1” e por “scanner” na ARTBOX3D não trazia o aparelho — trazia, na loja maker da revenda, um Creality CR-Scan Raptor a R$ 13.207,11, esgotado. Na loja oficial da Creality Brasil, os scanners de mão estavam assim no mesmo dia:

Scanner (Creality)Preço na Creality Brasil em 18/10/2026Disponibilidade
CR-Scan FerretR$ 3.133,00esgotado
Otter LiteR$ 7.332,22esgotado
CR-Scan OtterR$ 9.998,89disponível
CR-Scan RaptorR$ 15.554,44disponível
Sermoon S1 (laser azul e infravermelho)R$ 27.776,67disponível

Atenção ao nome: a Creality já vende no Brasil um scanner chamado Sermoon S1. Quem procurar “scanner S1” em marketplace vai encontrar o da Creality, não o da Bambu.

Como a Bambu não divulgou preço em dólar, não há conta de conversão a fazer. Quando houver, vale lembrar que o preço americano não chega igual: comprado lá fora, o aparelho entra nas regras de importação que já discutimos no texto sobre o Remessa Conforme; comprado aqui, depende de a Bambu e as revendas decidirem trazê-lo — e a página brasileira, por enquanto, diz só “em breve”.

Perguntas frequentes

Quanto vai custar o Bambu Lab S1?

A Bambu não divulgou. A página do produto, lida em 18 de outubro, não traz preço em nenhuma das versões. Estimativas que circulam em fórum são palpite de usuário, não informação da empresa.

O Bambu Lab S1 vai ser vendido no Brasil?

Não há confirmação. A Bambu tem página do S1 em português, mas ela diz apenas “em breve”, sem o “novembro” da versão americana. As revendas oficiais brasileiras ainda não listam o aparelho.

O S1 funciona com o Bambu Studio?

A empresa não informou qual software o S1 vai usar nem se ele se integra ao Bambu Studio ou ao MakerWorld. A integração é a principal especulação no fórum oficial, mas não há anúncio.

Nota de apuração: o nome, o slogan, a data de novembro e a descrição do S1 são das páginas americana e brasileira do produto em bambulab.com, lidas por esta redação em 18/10/2026; a data de 12/10 para o anúncio é a da cobertura do Tom’s Hardware e do Fabbaloo. O pedido 2A6J8-DS001, a data de 22/9, a faixa de Wi-Fi, o teste de SAR e o sigilo do manual estão no registro público da FCC, consultado em 18/10; a potência de 60 W é da etiqueta, que não conseguimos abrir no registro e citamos conforme a publicação no fórum oficial da Bambu e o Tom’s Hardware. O acordo entre SCANTECH e Bambu é do “21st Century Business Herald” (13/10) e do “Science and Technology Innovation Board Daily”; o preço do 3DeVOK MT Gen2 é do Tom’s Hardware; a citação sobre conexões sem fio e curva de aprendizado e o S1 como prêmio do Make for Good são do 3DPrint.com (15/10). Os preços dos scanners são da loja oficial da Creality Brasil e da ARTBOX3D, lidos em 18/10/2026, e podem mudar. Não tivemos acesso ao aparelho e não testamos nenhum dos scanners citados. A foto é de divulgação da Bambu Lab, recortada. Não há link comissionado nesta matéria.

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