Ingressos esgotados, corredores intransitáveis e até relato de furto: a Expo3DBr dobrou de tamanho — e o tamanho virou o problema
A Expo3DBr 2026 passou de 17 mil inscrições, o dobro de 2025, esgotou ingressos e acumula relatos de furtos e superlotação no Instituto Mauá. O balanço real.

A maior feira de impressão 3D do Brasil morreu de sucesso — quase literalmente. A Expo3DBr 2026 ultrapassou 17 mil inscrições, mais que o dobro do público da edição de 2025, segundo número revelado pela organização em publicação conjunta com o portal Notícias3D. O resultado: no meio do sábado, dia mais cheio da programação, a própria feira publicou um aviso oficial de inscrições esgotadas — “não compareça sem ingresso cadastrado” — enquanto visitantes relatavam corredores intransitáveis, estacionamento lotado e, no lado mais feio do recorde, casos de furto dentro do evento.
O recorde que não coube no ginásio
Os números são de festa: mais de 17 mil inscritos para três dias gratuitos no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP), com expositores comemorando vendas e promoções de feira já no primeiro dia, o de foco corporativo. Só que o dobro de gente no mesmo endereço tem um preço, e a conta chegou no sábado. Nos comentários públicos das publicações do evento, o retrato se repete: “não dava nem pra andar e prestigiar os stands”, resume uma visitante — acompanhada de relatos de filas para circular, corredores apertados e comparações pouco lisonjeiras com o comércio popular em dezembro. A reclamação mais comum não é sobre a feira ser ruim: é sobre não conseguir vê-la.
Furtos: o lado feio da multidão
O registro mais sério do fim de semana veio do portal Notícias3D: visitantes e expositores relataram furtos durante o primeiro dia. Em entrevista ao portal, o organizador Cleber Rampazo reconheceu os relatos e detalhou o reforço da segurança e a investigação dos casos. É o tipo de ocorrência que acompanha qualquer aglomeração de dezenas de milhares de pessoas — mas que ganha peso extra numa feira onde expositor pequeno leva no estande, por dia, o equivalente a meses de produção em impressoras, filamento e peças prontas.
O que isso diz sobre a impressão 3D no Brasil
Tirando o atrito da lotação, o recorde conta uma história que este site acompanha o ano inteiro: a impressão 3D brasileira saiu do nicho. Dobrar o público de um ano para o outro não acontece por acaso — acontece quando a impressora de mesa vira produto de shopping, quando farm de impressão vira renda de família, e quando as marcas chinesas transformam o país em prioridade. A fila para andar no corredor do Instituto Mauá é, no fundo, a mesma força que fez a Bambu Lab montar estande próprio “no Brasil”, que lota grupo de WhatsApp de revenda e que faz a guerra de preços das impressoras de 4 cores parar na nossa capa semana após semana.
Para a organização, fica o recado que os próprios visitantes deixaram nos comentários: a edição 2027 vai precisar de endereço maior — ou o recorde de 2026 vira o teto.
Domingo é o último dia — mas só com ingresso antigo
A feira encerra neste domingo (23), das 10h às 17h, com a programação para famílias e o concurso de cosplay. O detalhe crucial: as inscrições estão esgotadas e não há entrada sem ingresso cadastrado — quem não garantiu o seu não deve ir, orientação expressa da organização, que também recomenda transporte por aplicativo pela lotação do estacionamento e trânsito intenso na região.
Nota de apuração: o número de inscrições (17 mil+, mais que o dobro de 2025) é de publicação conjunta da organização da Expo3DBr com o portal Notícias3D (21/08); os relatos de furto e a resposta do organizador Cleber Rampazo são de reportagem do Notícias3D (22/08); o aviso de inscrições esgotadas é publicação oficial da @expo3dbr (22/08). Os relatos de superlotação são comentários públicos de visitantes nas publicações citadas — links nas fontes. A foto é frame de vídeo publicado pela HDT Print em parceria com a Expo3DBr, com os letreiros gráficos da vinheta removidos digitalmente; a cena não foi alterada.
Fontes
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