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"O fogo levou nossa estrutura, mas não levou nossos sonhos": 11 dias depois do incêndio, a farm do Paraná está de pé de novo

A farm de impressão 3D destruída por incêndio no Paraná foi reconstruída: 11 dias depois, Israel Machado anunciou a nova estrutura de pé — 'o fogo consumiu, mas o nosso sonho continua'.

Prateleiras novas com fileiras de impressoras 3D instaladas e, sobre a imagem, o texto do anúncio: o fogo levou nossa estrutura, mas não levou nossos sonhos
Foto: Reprodução / @israelmachado3d (Instagram)

Onze dias. Foi o que separou a foto das impressoras derretidas da foto das prateleiras novas. Na noite desta sexta (28), o empreendedor Israel Machado — cuja unidade de impressão 3D no Paraná foi destruída por um incêndio na madrugada de 18 de agosto — anunciou aos seus 328 mil seguidores que a farm está de pé de novo: “O que parecia ser o fim, era apenas o começo. O fogo levou nossa estrutura, mas não levou nossos sonhos. Caímos, respiramos fundo e decidimos reconstruir. Hoje, entre paredes e máquinas, estamos começando uma NOVA HISTÓRIA.” O vídeo mostra o que as palavras anunciam: prateleiras industriais novas, fileiras de impressoras instaladas, paredes limpas — o oposto exato das imagens de fuligem que rodaram o nicho duas semanas atrás.

Do “queimou tudo” ao galpão novo

A conta do estrago, contada por ele mesmo na época: impressoras derretidas sem serem tocadas pelas chamas (a sala fechada virou estufa), cerca de 100 kg de filamento recém-chegado perdido, nenhum seguro — e a causa provável numa tomada, longe das máquinas. No anúncio da reconstrução veio um dado novo: foram cerca de 4 horas de fogo. E veio também o crédito, num comentário fixado ao post: “Preciso agradecer demais meu sócio André! Caímos juntos, e levantamos juntos. Um sonho que começou dentro de um quartinho não poderia acabar em 4h de fogo — o fogo consumiu, mas o nosso sonho continua.”

A velocidade impressiona porque o próprio Israel havia descrito o tamanho do buraco: a unidade do Paraná era a maior das duas da operação, e a reposição esbarrava na falta de máquina e filamento no mercado. Na época, a saída foi frear as vendas de propósito — promoções canceladas e preços elevados para segurar a demanda na unidade de Santa Catarina enquanto a outra não existisse. O post desta sexta indica que essa fase acabou.

A lição de economia veio do filho de 13 anos

E o recomeço rendeu, de brinde, a melhor aula de precificação da semana. Nos stories deste sábado, Israel contou a negociação que tentou fazer com o filho, Caio, de 13 anos, que imprimiu um Tio Patinhas gigante, em várias partes, para vender por R$ 150. O pai ofereceu: R$ 150 em dinheiro, na hora — ou 2 kg de filamento. O menino fez a conta e não titubeou: “pai, com dois quilos de filamento eu faço 300 reais no mínimo, enquanto eu venderia pra você só por cento e cinquenta.”

“O Caio tem 13 anos. Vocês acham que eu tô no caminho certo?”, encerrou o pai. A resposta do nicho provavelmente é sim: enquanto a estrutura renascia, a segunda geração já escolhia matéria-prima em vez de dinheiro — o instinto de quem entendeu que a impressora transforma quilo de filamento em múltiplos do que ele custa.

Por que a história importa além da torcida

O caso do incêndio virou, nas nossas páginas, um manual do que fazer para não repetir a tragédia — circuito dedicado, detector de fumaça, extintor, seguro. O desfecho acrescenta o dado que faltava: operação de impressão 3D bem gerida se reconstrói rápido, porque o capital dela está menos nas paredes e mais no processo, no cliente e em quem opera. As máquinas derreteram; a carteira de vendas, o conhecimento e a sociedade que começou “dentro de um quartinho” atravessaram o fogo intactos — e foi disso que a farm nova brotou em onze dias.

Nota de apuração: o anúncio da reconstrução é do post público de @israelmachado3d de 28/08/2026 às 18h52 (920 curtidas e 99 comentários no momento da apuração), arquivado por esta redação com vídeo, frames e data; a citação do comentário sobre o sócio e as “4h de fogo” é do próprio autor no mesmo post. A história do filho e a citação da escolha do filamento são dos stories públicos de 29/08, também arquivados e transcritos. Os fatos do incêndio (data, perdas, ausência de seguro, hipótese da tomada) são os da nossa cobertura de 18/08, toda baseada nos relatos públicos do empresário — cidade exata, laudo pericial e valores seguem não divulgados, e nada disso foi inferido aqui. As imagens são reproduções do conteúdo público do perfil, com direitos do autor. O espaço segue aberto ao empresário para acréscimos ou correções.

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