PCTG: o que é o filamento que promete ser um PETG melhor — mais impacto, mais calor, mais transparência — e quando vale trocar, com o que já se vende no Brasil
PCTG é o primo do PETG com mais resistência a impacto e a calor. O que muda na química, na impressão e no preço, quando vale a troca e onde comprar no Brasil.

PCTG é um copoliéster da mesma família do PETG, em que mais da metade do glicol da cadeia é substituída pelo monômero CHDM, contra menos da metade no PETG — e essa diferença de receita entrega um plástico bem mais resistente a impacto, mais tolerante a calor e mais transparente, ao custo de temperatura de impressão mais alta e de um rolo que, no Brasil, custa cerca de 70% a mais. É o material que a imprensa técnica passou a chamar de “um PETG melhor” nesta semana, depois de um teste comparativo publicado pela Hackaday, e que já tem marca nacional na prateleira.
PCTG e PETG: a mesma família, receitas diferentes
O PET puro cristaliza ao esfriar e é difícil de imprimir. O PETG resolve isso trocando parte do glicol da cadeia por CHDM (ciclo-hexanodimetanol), o que deixa o polímero amorfo, flexível e imprimível — é o “G” do nome. O PCTG leva a mesma troca mais longe: a Hackaday resume que “o PCTG é muito parecido com o PETG, exceto que mais da metade dos monômeros de glicol é substituída, em vez de menos da metade”.
O resultado, no teste do canal My Tech Fun reproduzido pela Hackaday, que comparou PETG e PCTG transparentes do mesmo fabricante:
- Impacto: o PCTG “é altamente resistente a impacto, ao contrário do PETG” — a peça dobra e amassa em vez de trincar;
- Flexibilidade: “é obviamente muito mais flexível”, o que o torna candidato a molas e mecanismos flexíveis;
- Calor: “resiste a temperaturas mais altas muito melhor”;
- Impressão: “exige temperaturas mais altas para imprimir, mais perto dos perfis de ASA”.
A conclusão do autor: “fora as temperaturas de impressão mais altas, o PCTG parece uma opção sólida para ambientes mais extremos, potencialmente como alternativa ao ASA e filamentos semelhantes”.
PCTG ou PETG: a tabela de decisão
| Critério | PETG | PCTG |
|---|---|---|
| Química | menos da metade do glicol trocada por CHDM | mais da metade |
| Impacto | rígido; trinca sob pancada forte | muito mais resistente; dobra antes de romper |
| Calor | uso abaixo de ~80 °C (perfil Prusa) | melhor que o PETG (Hackaday); ainda abaixo de ASA/ABS |
| Transparência | boa | melhor, em versão natural |
| Temperatura de bico | 230–250 °C | mais alta, “perto dos perfis de ASA” |
| Câmara | aberta | aberta |
| Umidade | absorve; secar | absorve; secar |
| Preço BR, rolo de 1 kg | R$ 100,95 (Voolt3D, PIX, 7/9) | R$ 169,90 a R$ 178,84 (Voolt3D, 13/9) |
Quando vale trocar o PETG por PCTG
- Peça que apanha: gancho, presilha, protetor, peça de bicicleta, capa de ferramenta. É onde o PETG trinca e o PCTG segura.
- Peça que esquenta um pouco mais que o PETG aguenta, mas não a ponto de exigir ASA e câmara fechada: caixa de eletrônica morna, peça perto de motor pequeno.
- Peça transparente funcional: tampa, visor, difusor — o PCTG natural fica mais limpo.
Quando não vale: peça decorativa, protótipo, qualquer coisa que o PETG já faz sem quebrar. O rolo custa 70% a mais e pede bico mais quente; para a maioria do que se imprime, é dinheiro sem retorno.
Onde comprar no Brasil
A Voolt3D vende PCTG de 1 kg em natural, preto e branco, de R$ 169,90 a R$ 178,84 (lido em 13/9/2026; o site anunciava o natural “de R$ 240”). 3D Lab, 3D Fila e GTMax3D não tinham PCTG em catálogo na mesma data. Fora do país, Fiberlogy, Polymaker e Extrudr têm PCTG há anos; importado, entra na conta de 60% de imposto e ICMS.
Perguntas frequentes sobre PCTG
PCTG é mais forte que PETG?
Em impacto, sim, com folga, segundo o teste da Hackaday. Em rigidez, não: ele é mais flexível, e para peça que não pode ceder o PETG continua adequado.
Imprime na mesma impressora do PETG?
Sim, desde que o hotend chegue à temperatura que o fabricante do rolo pede, que é mais alta que a do PETG. Máquina aberta serve; câmara não é necessária.
PCTG substitui ASA?
Para calor moderado e impacto, pode; para peça no sol, não — o ASA continua sendo o material de UV.
Nota de apuração: a química, os resultados de impacto, flexibilidade, calor e temperatura de impressão e as citações vêm do artigo da Hackaday de 7/9/2026 sobre o teste do canal My Tech Fun, traduzidos por esta redação; o limite térmico do PETG vem do perfil da Prusa citado no nosso comparativo PETG vs ABS; preços de PCTG lidos na Voolt3D em 13/9/2026 e o de PETG na mesma loja em 7/9/2026. Não testamos o material. A foto de abertura e de Tonnerre Lombard, publicada no Flickr sob licenca CC BY 2.0. Não há link comissionado nesta matéria.
Fontes
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