QIDI Plus5 é eleita a melhor da marca pelo Tom's Hardware — pela metade do preço de uma Bambu
Review do Tom's Hardware elege a Plus5 a melhor QIDI já feita: US$ 749 com câmara aquecida. Fizemos a conta do que ela custa importada no Brasil.
Produção assistida por IA com revisão editorial humana.

A QIDI Plus5 acaba de ganhar o selo que faltava. Em review publicado pelo Tom’s Hardware, a publicação americana — uma das referências mais respeitadas em testes de impressoras 3D — apontou a Plus5 como a melhor máquina que a QIDI já produziu. O detalhe que transforma o elogio em notícia: ela custa US$ 749, praticamente metade do preço da Bambu Lab H2S, de US$ 1.399, usada como comparação direta na análise.
Ficha técnica: o que a QIDI Plus5 entrega
| Especificação | QIDI Plus5 |
|---|---|
| Câmara aquecida | Ativa, até 65 °C |
| Temperatura do hotend | Até 370 °C |
| Volume de impressão | 320 × 320 × 300 mm |
| Estrutura | Fechada de fábrica |
| Preço internacional | US$ 749 |
No papel, a ficha técnica explica o entusiasmo. A Plus5 traz câmara aquecida ativa de até 65 °C — recurso que até pouco tempo atrás era exclusividade de máquinas industriais e que faz diferença real em materiais técnicos como ABS, ASA e náilon, reduzindo empenamento e delaminação. O hotend chega a 370 °C, o que abre caminho para filamentos com fibra de carbono e outros compostos de engenharia que máquinas de entrada simplesmente não imprimem.
O volume de impressão é de 320 × 320 × 300 mm — maior que o da maioria das concorrentes de câmara fechada na mesma faixa de preço, e suficiente para peças funcionais grandes sem fatiamento em partes.
Segundo a análise do Tom’s Hardware, o conjunto coloca a Plus5 em confronto direto com máquinas bem mais caras: pelo recorte do review, quem busca uma impressora fechada para materiais técnicos consegue na QIDI, por US$ 749, um pacote que na concorrência mais famosa custa perto do dobro.
QIDI Plus5 contra a Bambu Lab H2S
Vale dizer o que o preço menor não compra: a Plus5 não tem sistema multicolor próprio no pacote nem o ecossistema de software e acessórios que fez a fama da Bambu — a aposta da QIDI é outra. Em vez de conveniência e recursos periféricos, a marca concentrou o orçamento no que encarece de verdade uma impressora de engenharia: câmara com aquecimento ativo, hotend de temperatura alta e estrutura fechada de fábrica. Para o público que imprime peça funcional em material técnico — e não miniatura colorida —, é exatamente a troca certa.
Quem é a QIDI nessa história
A QIDI não é novata: a fabricante chinesa constrói impressoras fechadas há anos e vinha ocupando um nicho discreto — máquinas de câmara aquecida mais baratas que as ocidentais, porém sem o refinamento das líderes. A geração recente vinha estreitando essa distância, e o veredito do Tom’s Hardware sobre a Plus5 marca o momento em que a marca deixa de ser alternativa de orçamento para disputar recomendação direta. Para o mercado, é o tipo de pressão que costuma acabar bem para o consumidor: preço de referência caindo na categoria em que imprimir náilon e policarbonato deixou de ser privilégio.
A camada brasileira: a conta muda de figura
Até aqui, a notícia americana. Agora, a parte que interessa a quem lê daqui: o que esses US$ 749 significam para o comprador brasileiro?
A resposta curta: bem mais que US$ 749. Compras internacionais acima de US$ 50 pagam, pelo regime da Remessa Conforme, imposto de importação de 60% sobre o valor do produto somado ao frete (com desconto fixo de US$ 20 no imposto), mais ICMS estadual — cobrado “por dentro”, ou seja, sobre uma base que inclui o próprio imposto.
Um exercício ilustrativo, com valores redondos: uma Plus5 a US$ 749, com frete internacional de US$ 120 para um volume desse porte, soma US$ 869 tributáveis. O imposto de importação fica em cerca de US$ 501 (60% menos os US$ 20 de desconto). Sobre o total entra o ICMS por dentro — na alíquota padrão de 17%, mais uns US$ 280. O desembolso total se aproxima de US$ 1.650: o imposto praticamente dobra o preço da máquina. Alíquotas de ICMS variam por estado e as regras mudam; confira os valores vigentes antes de fechar a compra.
Sem assistência oficial — e isso importa
Há um segundo asterisco, e ele é maior que o imposto: a QIDI não mantém rede de assistência técnica oficial no Brasil. Uma impressora de câmara aquecida é uma máquina complexa — aquecedores, sensores, placas, ventoinhas de alta temperatura. Se algo falhar fora das trocas simples, o caminho é suporte remoto por e-mail, peças importadas por conta própria e semanas de máquina parada. Para quem imprime por hobby, é um risco administrável. Para quem depende da máquina para produzir, é um custo que não aparece na calculadora.
Vale o contraste com a própria comparação do review: a Bambu Lab, embora também não tenha fábrica por aqui, já conta com revendedores nacionais estabelecidos, que vendem com nota fiscal, garantia local e estoque de peças no país — pagando-se, claro, o preço nacional por isso, tipicamente bem acima do valor de tabela americano.
Vale a pena?
A conta honesta fica assim: a Plus5 importada por volta de US$ 1.650 no total ainda sai por menos que o preço internacional cheio de uma H2S — antes mesmo de tributar a Bambu. Como custo por especificação, segue sendo agressiva: câmara aquecida de verdade, 370 °C no bico e volume generoso é um trio raro nessa faixa.
Mas o comprador brasileiro precisa entrar de olhos abertos: o preço real é quase o dobro do anunciado, a garantia na prática é o oceano Pacífico, e qualquer defeito grave transforma a economia em dor de cabeça. Para o usuário técnico, autossuficiente em manutenção, a Plus5 é possivelmente o melhor negócio do momento em impressoras fechadas. Para quem quer ligar e imprimir com alguém para chamar quando der errado, o prêmio pago pela alternativa com suporte nacional continua se justificando.
Preços internacionais citados conforme o review do Tom’s Hardware; valores de importação são exercício ilustrativo calculado em 13 de agosto de 2026 e variam com frete, câmbio e alíquotas estaduais.